Suárez é o artilheiro do Uruguai na copa. Foi ele quem meteu a mão na bola no final da prorrogação para evitar um gol certo de Gana, que tiraria o Uruguai da copa.Sem nem pensar duas vezes, sem egoísmo, entregou sua eventual participação na semi-final pelo grupo, pela seleção, pelo seu país.
Esse é o espírito de abnegação que leva o Uruguai à frente nessa copa. É o espírito que sempre levou o Uruguai adiante em sua história no futebol. Claro que o destino sorriu para a celeste, assim como o sol sorri em sua bandeira. Gyan chutou a Jabulani no travessão.
Mais do que tática, técnica, mais do que eficiência, frieza, essa seleção uruguaia vai na raça, no peito, com emoção, entrega total, como se o jogo fosse o último de suas vidas.
Ao contrário do que se vê no futebol atualmente, no qual se pede um jogo frio, morno, de posse de bola, que se decide nas bolas paradas (quando se decide), a celeste ataca com o coração, o jogo ferve o tempo todo, marcação forte e ataque que ganha jardas por meio da disputa física, do ombro à ombro, do encontrão e, quando possível, um lampejo da boa técnica sulamericana.
A Holanda, por sua vez, é um time que, aparentemente, não se abala com nada, é frio e calculista, faz o resultado necessário para ganhar e espera pelos erros adversários. Tem jogadores mais talentosos como Robben, Sneijder e Van Persie.
Em tese, a técnica Holandesa deveria destruir o Uruguai, até porque este se encontra desfalcado de seus melhores jogadores (Suárez e Lugano).
Uma aposta óbvia seria a Holanda, que provavelmente irá passar. Mas o Uruguai é um time valente e não vai se entregar sem lutar até a última força.
Se o sorriso do destino iluminar a celeste novamente, poderemos constatar hoje que um jogo de futebol pode ser sim vencido na raça.
Essa é minha torcida.
2 comentários:
etcha caraio
esse final arrepiou ahauha
DALE CELESTE!
não deu...chuif!
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